Um jogaço que deveria ter sido um hit da Konami

Review de Monster in My Pocket1992
9/10 | por Equipe GAMEINFO Equipe GAMEINFO em 14/11/2014 às 15:52 | lido 923 vezes




Monster In My Pocket é um excelente game de NES que pouca gente conhece. Lançado pela Konami, sempre tive a impressão de que o jogo nunca recebeu a atenção que merecia. Pra mim, ele deveria ter um lugar de destaque na estante de qualquer colecionador e retro gamer que se preze.

Foi lançado em janeiro de 1992 e no ano anterior vários outros clássicos foram lançados, por isso foi ofuscado por games como Battletoads,Mega Man 4andNinja Gaiden III. O fato de ser um jogo licenciado a partir de uma linha de brinquedos (os tais monstros de bolso, fabricados pela Matchbox) também não ajudou, já que na época, jogos licenciados geralmente eram uma porcaria. Nem o nome da Konami estampado na caixa ajudou MIMP a alcançar o mesmo status de outros clássicos da mesma época. O que é uma pena. Se você nunca jogou, veja o que está perdendo.

Um vampiro e um Frankenstein contra todos

Como eu disse acima, MIMP é baseado em uma linha de brinquedos do início dos anos 90, lançada pela Matchbox. No jogo, um monstro de Frankenstein e um Drácula em miniatura se aventuram pelo mundo humano, lutando contra legiões de outros minúsculos inimigos ao longo do caminho.

Warlock, o antagonista principal, dá um ultimato a todos os monstros e criaturas - participar de sua legião do mal, ou ser reduzido ao tamanho de um rato e perecer sob sua bota colossal. Felizmente para os nossos heróis, o Vampiro e o Monstro de Frankenstein, o feitiço de Warlock sai pela culatra e ele miniaturiza todas as criaturas. Cabe ao jogador colocar um fim aos atos maléficos de Warlock, abrindo caminho através de um vasto mar de inimigos parachegar até a montanha onde o adversário final aguarda.

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Os heróis procuram a ajuda do mundialmente famoso autor de terror Edgar Raven, mas ele não está em casa no momento. Em vez disso, eles encontram a sua filha de 10 anos. Ela apanha os monstros, pensando que eles são brinquedos e eventualmente os ajuda. Nada disso é explicado dentro do próprio jogo, mas foi detalhado no início do especial de animação que foi ao ar no ano seguinte.

Um jogo muito bem produzido

A geração 8-bits já estava no final, sendo assim os desenvolvedores já sabiam todos os truques e manhas de programar para o NES, espremendo até a última gota de seu hardware. Muitos jogos desse final de geração poderiam muito bem ter saído para os consoles de 16-bits com apenas alguns ajustes. Por isso o visual de MIMP é fantástico, os sprites dos personagens são enormes e os ambientes enormes são bastante impressionantes. As animações são suaves, com mais quadros do que você vê exibidos na maioria dos jogos de plataforma para NES. Esse esforço certamente fez justiça à estética do desenho animado e dos brinquedos.

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Monster In My Pocket tem gráficos excelentes, ainda mais se pensarmos que era um jogo menos conhecido lançado no final do ciclo do NES. Todas as criaturas têm uma aparência distinta, e a maioria têm cores vivas, sendo atraentes de se olhar enquanto o jogador atravessa as paisagens de grandes dimensões. Os chefes, embora prejudicados por padrões de ataque que um recém-nascido poderia sacar em questão de segundos, têm seu próprio charme. Os sprites do Pé-Grande são revestidos com uma névoa gelada, o Kraken ataca por baixo com seus tentáculos e a Medusa cerca com seus quatro clones, forçando o jogador a descobrir qual delas é a verdadeira.

Somando tudo isso, os gráficos conferem jogo uma apresentação muito legal e deixam a impressão de um jogo bem produzido. O jogo ainda suporta dois jogadores, cada um controlando um dos personagens, o que é um ponto positivo. Os inimigos recorrentes do jogo também são bem feitos, você lutar contra todos os monstros típicos de filmes de terror, como zumbis, bruxas, trolls, dragões, esqueletos, entre outros. E todos têm um design bem legal.

Um dos pontos negativos do game, se é que posso chamar de negativo, é a falta de um desafio maior. Não que o jogo seja fácil, mas para jogadores acostumados com os jogos mais hardcore de NES, MIMP pode ficar devendo um pouco nesse quesito.

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A jogabilidade mistura controles estilo Castlevania (faz sentido, já que é um game da Konami) com beat-em-ups tradicionais, e há armas espalhadas que você pode pegar para atirar em uma variada seleção de inimigos. Teria sido bom se os dois personagens possuíssem suas próprias características únicas, mas o controle de ambos é o mesmo, assim como seus ataques. Você acaba escolhendo o personagem que achar mais legal pela aparência. Os ataques têm alcance limitado, afetando apenas a área em frente ao personagem. Inimigos que vêm de cima ou por baixo podem ser frustrantes, mas uma vez que estejam dentro do alcance do seu ataque, basta um hit para dar cabo deles.

Embora ao longo dos vários níveis apareçam enxames de inimigos, eles não fornecem um grande desafio. Como os monstros morrem com um hit, basta ter um timing preciso nos ataques, o que mantém as coisas se movendo rapidamente à medida que vcoê avança através do mundo. Quanto aos chefes, como eu disse antes, a maioria deles só pula pra lá e pra cá até você acertá-los o suficiente. Alguns inimigos se movem em um padrão irregular, como os inimigos voadores, mas no geral, eles tendem a vir para cima de você de maneira previsível. Um único ataque pode rasgar através de uma multidão inteira de inimigos se esses inimigos estiverem mais próximos.

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Geralmente, há pouco ou nenhum slow down mesmo quando um monte de inimigos e dois jogadores estão na tela, mas de vez em quando acontece. Em certos pontos, o jogo pode dar umas travadas meio bruscas. Eu não experimentei esse efeito até o final do jogo, quando sprites mais complexos estavam sendo renderizados. Às vezes, os belos gráficos eram demais para o NES. Por isso falei lá em cima que muitos jogos do final da geração 8-bits poderiam muito bem ter saído para a geração 16-bits, como é o caso de MIMP.

Itens de saúde são generosos em todas as fases, mas não há upgrades ou armas adicionais. Como resultado, a jogabilidade que você vê no início do jogo não evolui até você chegar a sua conclusão. O salto duplo permite alguma exploração vertical, o que revela a grandeza de certos ambientes. Também é incrível como as lugares sem graça e genéricos como uma cozinha ou um esgoto podem parecer únicos quando se beneficiam de uma nova perspectiva. Basta fazer os ambientes maiores e refinar seus detalhes para tudo parecer novo. Itens de tamanho normal, como chaves e pedaços de queijo de repente se tornam grandes marcos. Tais mudanças foram impressionantes quando Super Mario Bros. 3 apresentou um mundo gigante, mas, nesse caso, o truque foi utilizado com maiores renderizações dos mesmos inimigos. Ambientes e itens em MIMP são meticulosamente detalhados para que eles pareçam muito melhor do que na maioria dos jogos de NES.

Assim como os gráficos, o som se destaca como outro ponto alto. Cada fase tem o seu próprio tema indivídual que deixa o coração batendo mais forte, preparando o jogador para a loucura que está à frente. Infelizmente, cada luta contra chefe é acompanhada pela mesma melodia de 8 bits, mas não chega a ser um problema. Falando dos chefes, todos eles fazem um gemido particularmente cômico depois de terem sido derrotados, emitindo um "OOOOOoooooWWWwww" meio ridículo. No geral, as melodias são legais e ajudam a jogabilidade agradável e acessível.

Veredito

Monster In My Pocket foi uma grata surpresa para quem jogou. Ninguém esperava muito do jogo, mas ele mostrou ser divertido e muito bem cuidado, com ótimos gráficos para o NES e jogabilidade muito boa e agradável. O fato de dois jogadores poderem jogar só aumenta a diversão.

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O desafio nunca se torna impossível, porém, a fase final aperta um pouco as coisas, já que você deve enfrentar todos os chefes novamente sem itens - e o chefe final é um verdadeiro deleite. MIMP também foi um dos primeiros jogos a implementar o salto duplo, que desde então se tornou algo obrigatório na maioria dos side-scrollers modernos. Embora o game seja um tantinho curto - são só seis fases - ele é bastante sólido e muito bem feito.

Talvez o jogo não tenha feito tanto sucesso por ser fim de uma geração, e outros clássicos terem saído por volta da mesma época, mas Monster In My Pocket merece um lugar na coleção de qualquer fã de NES.


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Monster in My Pocket
Monster in My Pocket1992
NES
Ação Aventura Plataforma
Desenvolvido por: Konami
Publicado por: Konami

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