O mesmo Harry Mason, a mesma busca incansável. Mas algo está diferente...

Review de Silent Hill: Sharttered Memories2010
7/10 | por victao18 victao18 em 20/10/2010 às 17:20 | lido 5998 vezes




O mesmo Harry Mason, a mesma busca incansável pela filha Cheryl. Entretanto, algo está diferente, e não se trata apenas dos controles totalmente reformulados para a tecnologia do Wii, mas todo o ambiente em volta; Silent Hill não é mais a mesma cidade. Isso poderia descrever, mais ou menos, do que se trata a nova proposta da Konami para o original Silent Hill.

A mesma história contada de um jeito diferente, originando uma visão distinta do já bem conhecido universo de Silent Hill a ser presenteada a jogadores de Wii (plataforma principal), PSP e PS2. E ao contrário das expectativas que normalmente acompanham uma versão “exclusiva” para Wii, com Shattered Memories o pessoal da Climax Studios (com a mesma equipe responsável por Silent Hill: Origins, do PSP) parece mesmo estar fazendo um trabalho digno de nota. Não só pela utilização bastante racional dos controles do Wii (mais detalhes abaixo) e por não bater exatamente na mesma tecla que o primeiro jogo da série, mas sim por criar algo verdadeiramente novo apoiado em uma fórmula de comprovado sucesso.

Pelo pouco que se pode ver até o momento, mesmo quem já conhece de cor e salteado a primeira incursão na temível Silent Hill vai certamente sentir mais uma boa dose de frios na espinha, conforme a aventura vai se desenvolvendo por um viés alternativo e apostando em ambientações bem originais. No mais, nada contra o bom e velho radio de Harry, as novas possibilidades trazidas pela espécie de iPhone do protagonista (câmera fotográfica, mensagens de voz, mapas, etc.) ainda representam uma nova forma de interação com o universo de Silent Hill. No divã Embora Shattered Momories parta do mesmo início, não demora muito para que a versão para Wii comece a mostrar as suas diferenças. Harry Mason agora se encontra em um consultório psiquiátrico.

O profissional promete ajudá-lo a resolver todos os problemas que outros profissionais não foram capazes — embora não sem antes tomar um bom trago. “Fico feliz que você tenha vindo. Isso mostra o seu comprometimento com o processo”, diz o psiquiatra. “Eu li as suas notas. Os outros terapeutas não te ajudaram. Isso será diferente. Sem notas. Sem droga. Sem teorias. Nós vamos voltar para o princípio. Entender o que aconteceu”. Harry é então convidado a responder o intitulado “Garner Sobel Personality Inventory Form”, um papel que contém várias perguntas do tipo “beber um drink me ajuda a relaxar”, ou “eu sempre presto atenção nos sentimentos dos outros”.

Basta apontar e clicar com o Wii Remote, marcando “verdadeiro” ou “falso”. A cena — que não é apenas uma animação, já que é possível interagir e olhar os arredores do consultório a qualquer momento — é então intercalada por cenas do jogo original, mostrando o acidente que separou o Harry de sua filha. O escritório do analista é a primeira prova do comprometimento da equipe da Climax em criar algo com um novo fôlego. As animações fluem tranquilamente, e todo o pano de fundo é bastante detalhado. Em um segundo momento, o psiquiatra pergunta: “você tem sido infiel. Isto é verdade?”. Balançar o Wii Remote para cima e para baixo significará uma anuência, enquanto eu esquerda-direita será uma negativa. A cena então cortará novamente para o acidente e a nevasca. Esse início traz um dos maiores diferenciais do novo/velho Silent Hill: Shattered Memories. Qual seja, a capacidade de adequar a aventura à personalidade de cada jogador — sim, o teste foi o início desse processo. Basicamente, o jogo agora responderá de acordo com as suas decisões, cada uma delas. Entrou em uma sala e olhou diretamente para o mapa (sujeito prático)? Ou preferiu olhar para uma foto antes (nem tão prático assim)?

Tudo será registrado, e isso modificará tanto os ambientes como a interação com personagens do jogo. Um exemplo: conforme Harry explora a cidade, ele verá através de uma nevasca um estabelecimento comercial. Baseado nas decisões que você tenha tomado previamente — tanto no teste inicial quanto no caminho até o local —, esse estabelecimento pode tanto ser um restaurante quanto um bar. Enfim, o jogo estará sempre analisando todas as suas decisões, alterando ambientes, interações e mesmo o desenho do mundo de jogo. Novo apetrechos É claro, nem todas as novidades envolvem apenas a nova e aprimorada I.A. (inteligência artificial) do jogo tentando armar uma cilada para você com base nas suas escolhas — embora essa seja uma idéia francamente simplista, é claro. Também existe toda uma nova parafernalha projetada exclusivamente para os controles do Wii, a maior parte dela podendo ser acessada através do novo “iPhone” de Harry.

Trata-se de um elemento central do jogo. Até por que e isso pode não agradar totalmente a todos —, Shattered Memories não colocará armas nas mãos de Harry; o negócio é sempre encontrar uma maneira rápida e criativa de escapar das abominações-algozes do jogo. Basicamente, a um toque de distância, você terá: telefone (claro), câmera fotográfica, mensagens de voz e de texto, agenda telefônica e, finalmente, um menu com opções de jogo. Todas as possibilidades do aparelho vão corroborar com a trama do jogo em um momento ou outro.

Vamos a alguns exemplos: Ligar para 911 será possível (quem diria que a atendente não poderia ouvi-lo devido a interferências da tempestade?). Mensagens de voz de Cheryl desesperada ou recomendando ao pai que desista também ajudam a criar o clima característico da franquia. Entretanto, uma das novidades mais interessante é a possibilidade de se tirar fotos. Bem, por que alguém sairia fotografando cenários em um survival horror?

Simplesmente por que determinados locais dentro do jogo, quando fotografados, revelam momentos cruciais... verdadeiramente perturbadores, na realidade. Em um dado momento, Harry, ao se aproximar de um playground arruinado, perceberá que algo na cena está diferente. Algo na imagem está em contraste com o restante do ambiente. Harry então bate uma foto do espaço vazio, e a fotografia traz a sua filha Cheryl. Logo em seguida, uma mensagem de voz chega: “papai, eu estou machucada” (“Daddy, i’m hurt”). Mensagens como são uma constante durante o jogo, servindo de guia e também ajudando a criar a atmosfera. Silent Hill congelada Algum tempo mais tarde, outra mensagem de voz chega: “você tem que correr, papai. Você não pode lutar contra eles. Corra!” (“You have to run, daddy. You can’t fight them. Run!”. Esse é o momento em que a outrora pacata Silent Hill se torna um verdadeiro inferno sobre a Terra. Entretanto, cabe aqui observar uma mudança não exatamente sutil nos ambientes da transfigurada cidadezinha.

No jogo original, Silent Hill passava de uma cidade solitária e decadente para um verdadeiro inferno sangrento. Não é exatamente o que acontece na reinventada versão para Wii: aqui ela se transforma em um agreste de congelar até os ossos. Os cenários passam então a se distorcer sensivelmente, com as construções assumindo um visual gélido, distorcendo e mudando de formato conforme pilares são jogados para cima e todo o ambiente enegrece. Partículas de gelo congelam no ar, alarmes de carro são disparados ao longe, enfim, todo o ambiente é realmente de tirar o fôlego, trazendo sem muito esforço um dos mais belos visuais jamais exibidos no Wii.

De fato, toda a construção 3D de Shattered Memories é de uma qualidade praticamente sem precedentes no console da Nintendo. Desde os filtros gráficos (uma marca registrada da franquia), os personagens, as animações e as texturas dos cenários; tudo se encontra em um alto nível de qualidade. Para atestar tudo isso, você poderá a qualquer momento lançar a sua prática lanterna pelos arredores — o que é feito rapidamente através do Wii Remote, bastando apontar e iluminar. Isso fará um perfeito jogo de luzes, em que até mesmo um floco de neve é capaz de projetar sombra. Complementando o bom trabalho gráfico, você ainda estará livre dos tediosos carregamentos de jogo — entrar e sair de ambientes será tão rápido quanto passar pela soleira da porta — e uma vigorosa e contínua “framerate” (taxa de quadros por segundo).

Controlando Harry Mason Fique tranqüilo. Shattered Memories não parece ser mais uma daquelas experiências decepcionantes, que normalmente acontecem quando os criadores (normalmente uma empresa não ligada à Nintendo) tenta aproveitar de qualquer jeito o potencial ($$$) da tecnologia embutida nos consoles da Nintendo. Os controles aqui são, de fato, bastante fluídos e com teclas bem mapeadas, movendo Harry pratica e convincentemente através dos cenários. Segure “Z” e o protagonista correrá. “C” fará com que ele gire sobre os calcanhares (180 graus). Já o botão “A” ficou designado para ações em geral: ativar puzzles, aceitar chamadas telefônicas, etc. O “B” será utilizado conjuntamente com o “A”, normalmente para agarrar itens pelo cenário.

Para navegar pelo seu “iPhone” genérico, basta utilizar o direcional digital do Wii Remote. Esquerda selecionará um mapa bastante útil para se achar em meio à nevasca. Direita selecionará a câmera. Baixo posicionará a câmera do jogo nas costas do protagonista (uma boa prevenção contra ataques pelas costas, o que realmente vai acontecer muitas vezes). Por fim, todos os elementos mostrados até o momento dão conta de uma muito bem vinda revisão da primeira incursão em Silent Hill. Gráficos polidos, controles muito bem mapeados, e uma visão diferente lançada sobre a já bem conhecida história de Harry Mason e sua filha adotiva Cheryl. Silent Hill: Shattered Memories está previsto para o terceiro trimestre desse ano.

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Silent Hill: Sharttered Memories2010
Wii
Aventura Survivor Horror
Desenvolvido por: Climax Studios
Publicado por: Konami

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