Um sucesso do PlayStation, mesmo dividindo opiniões!

Review de Final Fantasy VIII1999
9/10 | por andrebreder andrebreder em 11/11/2007 às 09:50 | lido 6130 vezes




Após o sucesso estrondoso de Final Fantasy VII na indústria dos games, a espera de um novo jogo da principal franquia da Square foi ainda mais intensa por parte dos fãs. Superar o jogo antecessor se mostraria ser uma tarefa impossível, mas ainda assim a Square não faria feio, e tampouco deixaria de arriscar na busca de criar um novo jogo que fosse tão bom quanto o anterior, mas sem para isso repetir uma mesma fórmula. Final Fantasy VIII saiu em 1999, e dividiu a opinião dos fãs. Enquanto alguns adoraram as melhorias técnicas do jogo, outros fãs, principalmente os mais velhos, não gostaram tanto assim das “inovações” e da quebra de tradições que Final Fantasy VIII trazia para a série.

A história do jogo tem dois personagens principais, Squall e Rinoa, que formam o par romântico de Final Fantasy VIII. Enquanto Squall é uma pessoa fria e que não gosta de fazer/manter laços com as outras pessoas, a jovem Rinoa é sentimental e alegre. No mundo de Final Fantasy VIII, Squall é um estudante da “Garden” de Balamb, que é um tipo de escola privada que treina e forma soldados, que dedicam suas vidas no cumprimento de arriscadas missões ao redor do mundo. Rinoa é a principal líder de um grupo que busca a indepência de seu território das mãos de um líder tirano. No decorrer da história do jogo os dois vão ter que trabalhar juntos, terão alguns desentendimentos mas posteriormente acabam se apaixonando.
Final Fantasy VIII tem sim uma históra bem complexa, cheias de guerras, mistérios, surpresas e conflitos pessoais, mas seu foco é mesmo na romântica história de Squall e Rinoa. Até mesmo os outros personagens do jogo tem uma participação semelhante a de atores coadjuvantes em um filme, mesmo que todos tem uma história a ser contada. A intenção dos criadores de Final Fantasy VIII foi realmente essa, de dar destaque para a história do par romântico do jogo, deixando os outros personagens em segundo plano. Isso acaba sendo um dos motivos das críticas dos velhos fãs, que estavam acostumados a ver todos os personagens de um jogo da franquia com histórias mais profundas e uma participação tão importante no desenrolar do jogo quanto dos protagonistas.

Mesmo assim alguns personagens secundários se destacam como o problemático Seifer, que é uma espécie de rival para Squall. Tudo bem que ele não é um vilão do calibre de um “Sephiroth”, mas mesmo assim tem seu estilo. Seu modo arrogante de ser e sua forma egoísta de agir são o seu charme. Outro personagem que se destacaria na trama é o soldado Laguna, que junto com seus dois companheiros Kiros e Ward, traz um clima mais divertido e até mesmo cômico para história do jogo, que em sua quase totalidade é séria e mais adulta.

Em Final Fantasy VIII as criaturas que podem ser invocadas tem o nome de GF (Guardian Force), só que elas possuem neste jogo um papel muito mais importante do que nos anteriores. Os GFs continuam tendo como principal função ajudar os jogadores durante as batalhas, mas isso é apenas o básico. Em Final Fantasy VIII não existem armaduras ou escudos, e nenhum personagem possui a habilidade de aprender magias. Para que eles possam se defender, melhorar seus atributos e usar magias, tanto de cura quanto de dano, eles tem que se “unir” a algum GF, em um sistema interessante que é chamado de “Junction”. Os GFs são os responsáveis pelo aprimoramento dos atributos de todos os personagens, além de permitir que os mesmos executem certos comandos que são primordiais no jogo, como o “Draw”, que permite que magias sejam “roubadas/drenadas” dos monstros e demais oponentes, e então deixa com o jogador a escolha de usar imediatamente a magia, ou ainda “estocá-la”, para que fosse então utilizada quando bem entendesse. Magias “estocadas” vão influenciar diretamente no melhoramento das condições gerais dos personagens, já que as próprias magias podem ser equipadas para melhorar a defesa e também para o aumento dos outros atributos. Há também os “Draw Points”, que são locais espalhados pelo mundo de onde o jogador também pode “drenar” magias. Muito dos fãs antigos não gostam desse sistema de Draw, pois dizem que ficar horas e horas fazendo “Draw” em monstros para estocar magias não é algo nada divertido, e sim bem cansativo. Muitos declaram que destestam também o fato de que em Final Fantasy VIII as magias são contadas como itens singulares, o que veio a acabar com a existência do MP, algo tradicional na série.

Outra quebra na tradição da série que o oitavo episódio trouxe, foi que nele as armas dos jogadores são as mesmas do começo ao final do jogo, sendo que elas só recebem melhoramentos por meio da compra ou do encontro de certos livros de armas. Mesmo em posse desses livros, o jogador ainda tem que encontrar certos itens, que muitas das vezes são conseguidos por meio da derrota de certos monstros, para então pagar uma certa quantia de dinheiro em uma “Junk Shop” e melhorar sua arma. Parece complicado? E realmente é complicado, já que muitos itens são realmente difíceis de se conseguir.

Um fato curioso é que no mundo de Final Fantasy VIII o dinheiro não é conseguido por meio de monstros ou da sorte em encontrar báus. Após o personagem Squall se tornar um membro da Seed, que é a elite dos alunos das Gardens, ele passa a receber um salário de tempos em tempos (na verdade você recebe o seu salário a cada 24300 passos de seu personagem no jogo), cujo valor varia de acordo com seu “Ranking” na Seed. Este “Ranking” também tem uma variação de acordo com os atos que o jogador faz durante o jogo, podendo então aumentar ou diminuir. Uma forma de aumentar de forma mais rápida o seu “Ranking” na Seed, é passar em certos testes de conhecimentos, que são uma espécie de prova escolar de múltipla escolha. O “Ranking” da Seed vai do nível 1 ao A, que númericamente pode ser considerado como nível 31. Isso quer dizer que o sálario do jogador pode variar de míseros 500 gils, até a “exorbitante” quantia de 30.000 gils.

Alguns não gostam, outros já são viciados no jogo de cartas que Final Fantasy VIII trouxe como uma espécie de “bonus”, chamado de “Triple Triad”. Os jogadores que aprendem suas regras e conseguem entender a lógica para jogá-lo, acabam se beneficiando do fato de que este jogo é uma das formas alternativas para se conseguir certos itens raros. Por meio do uso da habilidade do GF Quezacotl chamada de “Card Mod”, é possível transformar as cartas que o jogador possui em itens, que dependendo da raridade da carta que for escolhida para ser alterada, pode gerar itens igualmente raros e difíceis de se conseguir durante o jogo.

Gráficos: Quando foi lançado, Final Fantasy VIII trazia os melhores gráficos já vistos até então em um jogo da série, e seria o primeiro a apresentar personagens com um visual mais adulto, fugindo totalmente do padrão SD encontrados nos personagens de todos os jogos anteriores. E até hoje seus gráficos são excelentes! Os cenários estam belíssimos e muito bem detalhados. O design dos monstros e demais personagens são de encher os olhos, tamanha qualidade e diversidade. As cenas em CG estão em um nível superior em relação as que foram mostradas no jogo anterior, ou seja, são simplesmente perfeitas!

Efeitos Sonoros: Os efeitos sonoros de Final Fantasy VIII são ainda mais variados e em maior número do que nos jogos anteriores a ele. Como já é de tradição da Square, em Final Fantasy VIII há sons que podem ser considerados como “clássicos” na série, o que faz com que o jogador tenha na hora o sentimento de estar realmente jogando um game da franquia. Todos os efeitos são muito bem feitos, e cumprem de forma primorosa seu papel durante o jogo.

Trilha Sonora: Final Fantasy VIII traz composições inspiradas do gênio Nobuo Uematsu. Os temas são os mais diversos possíveis e fazem com que os jogadores sentirem todas as variadas emoções que a aventura traz. Não é por acaso que a trilha sonora de Final Fantasy VIII foi um sucesso de vendas no Japão na época do lançamento da mesma, vendendo como se fosse um álbum de um rock star ou artista pop de grande expressão, pois suas canções são realmente fantásticas! A grande novidade que Final Fantasy VIII traz em sua trilha sonora, é a inclusão de um tema cantando, no caso a canção “Eyes on Me”, que é o tema romântico de Squall e Rinoa. Esta canção, uma legítima composição do mestre Nobuo Uematsu e com letra de Kazumi Someya, foi cantada pela vocalista japonesa Faye Wong, e acabou fazendo um estrondoso sucesso no Japão.

Jogabilidade: A jogabilidade de Final Fantasy VIII é bem similar aos outros jogos da série, mas claro, traz inovações como o já citado sistema de “Junction”. Os comandos durante as batalhas ou fora delas não são complicados para aqueles que já estam acostumados com jogos do gênero RPG. Para os jogadores novatos há a existência de tutoriais que explicam de forma detalhada todos os comandos e sistemas que o jogo possui.

Dificuldade: Como na maioria dos RPGs, a dificuldade de Final Fantasy VIII depende mais das ações e precauções do jogador. Aqueles que dedicam um bom tempo estocando magias, aumentando o nível de seus personagens e melhorando suas armas e atributos, não vão passar aperto nos monentos cruciais do jogo. Alguns inimigos e monstros necessitam de uma boa estratégia para serem vencidos, mas nada que seja complicado demais para os que já estão acostumados com os demais jogos da série. Já os novatos devem ficar atentos as explicações que o jogo automaticamente mostra, ou então acessar os já citados tutorias. Ainda assim, alguns “chefes” podem ser ossos duro de roer, mesmo para os jogadores mais veteranos em Final Fantasy, como é o caso do GF Bahamut, que precisa ser derrotado para que possa ser utilizado pelo jogador, e que é bem complicado de ser vencido, devido a seu alto poder. Para aqueles que acham que Bahamut não passa de um “dragãozinho bobo”, há também o retorno dos temidos “Weapons”, que são bem complicados de serem derrotados, onde se destaca em nível de dificuldade o poderoso “Omega Weapon”, que com seu ataque “Terra Break” pode causar até mesmo 12.000 de dano em todos os personagens que estejam no campo de batalha, ou seja, caso os personagens não estejam protegidos por GFs ou por outro meio qualquer, são mortos com apenas este ataque!

Conclusão: Apesar de não ser um jogo que conseguiu agradar a todos, Final Fantasy VIII ainda sim vendeu horrores na época em que foi lançado. Para aqueles que gostam do jogo, ele é considerado até como um dos episódios preferidos da série. Inquestionavelmente, Final Fantasy VIII é um sucesso do PlayStation, mesmo tendo dividido opiniões entre os fãs.

Análise escrita por: André Breder Rodrigues


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Final Fantasy VIII
Final Fantasy VIII1999
PSX
RPG
Desenvolvido por: Squaresoft
Publicado por: Squaresoft

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